“Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…
Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original…
Ser professor é encontrar pelo corredor com cada aluno, olhar para ele sorrindo, e se possível, chamando-o pelo nome para que ele se sinta especial…
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender…
Ser professor é envolver-se com seus alunos nos mínimos detalhes, vislumbrando quem está mais alegre ou mais triste, quem cortou os cabelos, quem passou a usar óculos, quem está preocupado ou tranquilo demais, dando-lhe a atenção necessária… Leia o restante desta publicação …
IX Encontro de Pesquisa em Educação da Região Sudeste – Pesquisa em educação no Brasil: balanço do século XX e desafios para o século XXI, jul 2009
Universidade Federal de São Carlos (SP) - UFSCar
ISSN 2175-2087
Frederico Kauffmann Barbosa
Jane Soares de Almeida
Introdução Na sociedade organizada, convivemos natural e socialmente com as diferenças, mesmo que de forma não apreendida, não aparente. Nesse contexto surge o estigma do deficiente, parte integrante de um grupo que foge aos ditos padrões normais da sociedade e da natureza. Nesse cenário são solidificados os valores culturais e as normas de comportamento nos quais a sociedade se edifica, valores esses que refletem o pensamento, a conduta e o imaginário dos seres humanos, os quais direcionam suas ações e atitudes perante o mundo real. A partir dessas ações observamos que existe um paradoxo da realidade social: busca-se a igualdade entre as pessoas, derivada da natureza e decorrente da aspiração de igualdade dos seres humanos, mas, em contrapartida, existe a imagem daquele que é diferente, no caso, o deficiente, seja de qualquer natureza, que sofre constantemente processos de exclusão social e convive com atitudes discriminatórias e até mesmo preconceituosas. Se transportarmos essa realidade para o contexto escolar, essas representações se tornam ainda mais evidentes. Para tentar superá-las buscam-se alternativas. Uma delas é a tentativa de solucionar esse desequilíbrio social se inserindo nas práticas pedagógicas a inclusão escolar. Em conseqüência, ocorre na escola um processo de adaptação à educação inclusiva capaz de permitir a participação de alunos e professores em todos os seus setores. Nesse aspecto, as condições favoráveis a esse grupo proporcionam satisfação das suas necessidades básicas, com a projeção de suas potencialidades e valores. Leia o restante desta publicação …